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Homem na terapia

Homem na terapia porque é gente que sofre, fica bravo, se emociona, se enraivece, e tantas outras coisas, afinal é ser humano!

A grande questão é que por um fator cultural, esse mesmo homem não é incentivado a falar de suas emoções, a dizer o que sente de verdade. Qual homen nunca ouviu alguém lhe dizer: “Homem não chora”.

Perceba que essa frase é uma das mais cruéis possíveis, pois se você não pode expor seu sentimento o que fazer com eles?

Para muitos sofrer calados é a solução

Porém essa solução não é das melhores. Ok, ela funciona durante um período, mas vai chegando um momento em que as coisas vão ficando mais pesadas, difíceis.

Qual homem nunca sentiu algo estranho, um aperto no peito, uma sensação de que falta algo, mas não se sabe o que?

Pressão por todos os lados

“Pressão” : essa é uma outra palavra que é cotidiana na vida do ser humano. Existe uma pressão social na vida do homem que causa angústia, posso chama-la de “síndrome do super-homem, supernamorado, superpai, super tantas outras formas de supers”.

Culturalmente é dada ao homem a responsabilidade de ser provedor, responsável pela família. Isso por si só já é uma crueldade. Ser responsável pela própria existência e ainda a de outra pessoa. Já é difícil dar conta da nossa própria vida, imagina de duas.

“Homem não chora; homem é “casca dura””

Essa ideia é tão enraizada que se perguntarmos para os homens se eles se abrem, contam seus problemas, para ou com alguém?  É possível encontrar uma grande maioria que irá dizer: “Eu resolvo os meus problemas. Não preciso destas paradas aí, não”.

Vergonha, insegurança e medo é o que estão por de trás desta frase.

Mas o sentimento é um bicho tinhoso e teima em dar as caras. E o que fazer para “engolir o choro”? Álcool, tabaco, drogas, acabam sendo uma forma de esquecer e ir levando a vida.

Qual é a questão disso tudo?

A questão é que não conseguimos viver apenas racionalmente, sem se permitir entrar em contato com as emoções. Sensibilidade é uma característica humana. E não está atrelada a gênero.

Sofrer, chorar, sorrir, brincar e tantas outras coisas fazem parte do viver.

A cada fase de nossa vida surge um problema em nossa frente que temos que enfrentar. E esse embate envolve se entristecer, ficar com medo, ter revolta, zangar-se. É natural, é esperado isso! Não há do que se envergonhar.

Homem não pode; não deve!

O homem é desautorizado a entrar em contato com seus sentimentos desde muito cedo. E isso só dá problemas lá na frente. Atrapalha a vida!

É falso achar que todo homem não tem problemas relacionais, ou seja, problemas com pais, amigos, irmãos ou em sua vida amorosa. Crises ansiosas e momentos depressivos também podem aparecer.

Conflitos no campo sexual também são frequentes (afinal homem precisa sair bem em tudo o que faz, senão é taxado de perdedor).

Perdas doem!

Deixar sua família para construir outra família, perder o amor, amigos, o emprego, sentir-se inseguro e com medo. O problema não é sentir, esse é o lado bom, mas a questão é: como e o que fazer com isso.

Não é fácil passar pelas muitas fases da vida

Deixar de ser criança e virar adolescente; saber o que vai – e se vai- fazer faculdade; quando vai ter seu primeiro relacionamento sexual (está na hora, não está? Todos já tiveram, e eu? Fui bem?); quando se torna pai e quando vai percebendo que seu lugar na família está ficando um pouco esquecido com a chegada dos filhos.

O documentário “The Mask You Live In” documentário em que aborda como a ideia do macho dominante afeta psicologicamente crianças, jovens e, no futuro, adultos nos Estados Unidos.

                  
Link da página oficial no Youtube

Filhos, angústias e receio

Sim, ter filhos é algo enriquecedor, mas também tem um lado delicado que é dividir a pessoa com quem você se relaciona afetivamente e sexualmente com um outro, que no começo da vida é totalmente dependente e que sempre ganha quando o assunto é atenção do seu ser amado.

Trabalho e pressão

Prazos, metas, salário, comissão e tantas outras coisas. Ufa! pelo menos esse campo a sociedade autoriza o  homem a esbravejar.

Posso reclamar do chefe, torcer para chegar a sexta e sair para tomar umas brejas e afogar essa pressão. Ah, e aproveito para afogar as outras mágoas que estão guardadas aqui dentro, mas que eu não posso dizer publicamente porque afinal “homem não chora”.

Agora fica a pergunta: É possível passar por tudo e sair intacto?

Há pessoas que vão ter de dizer que sim, porque é assim o mundo. Com meu pai foi assim, meu avô, meu tataravô! E se você pensou nesta resposta talvez as coisas estejam de fato difíceis.

Outros podem ser mais “mente aberta” e ficar um pouco pensativos (e isso já é um bom sinal) frente a tudo que foi dito. E posso dizer que ele está indo em uma boa direção.

O verdadeiro super-homem, superpai, supermarido, e tantos supers

Sabe que ter um espaço neutro, com uma escuta especializada, ao seu alcance é um caminho que pode ajudar a dar sentido a essa coisa que as vezes atrapalha a vida. Tipo aquele impedimento inesperado que o juiz marca na final de um jogo clássico de futebol que faz a gente paralizar.

A terapia e o processo terapêutico

Saiba que é possível trazer aquele “tira-teima” que você conhece tão bem dos jogos de futebol televisionados, para perto de você!

Sim,  podemos pensar o processo terapêutico (a terapia) como um “tira-teima” real de sua vida, de suas escolhas, que pode definir o jogo do seu viver!

Não espere os a prorrogação do jogo para decidir qual será o resultado da sua vida emocional. Em momentos tensos, busque ajuda profissional.

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