Cerebro

Inteligência emocional serve para?

“Inteligência emocional” é um conceito muito importante presentado pelos psicólogos da Universidade de Yale “Peter Salovey” e “John Mayer”, ainda nos anos 90, que abriu caminhos incríveis para o ser humano. 

Tá, mas e daí?

E daí que o termo inteligência emocional diz respeito a nossa capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o humor de si mesmo e dos outros. 

E o ser humano que consegue desenvolver e praticar essa atividade tende a ter uma maior flexibilidade na vida. Ou seja, consegue ser mais maleável diante dos problemas do dia a dia

E o que essa informação muda em minha vida?

Bem, essa informação vai ao encontro de um melhor autoconhecimento. Sim, pois se inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o humor a primeira ação a se tomar é prestar atenção em você, nos seus comportamentos, nas suas emoções. 

O exercício de olhar para si, ajuda a ter uma maior ideia de seus objetivos, do que te estressa, do que te alegra, dentre outras coisas. Veja esse exemplo:

Júlia é recepcionista de uma grande empresa e precisa ter muita concentração para dar conta das mil atividades que esse cargo exige dela. Entretanto ela tem uma vida extratrabalho. Mãe de dois filhos ainda em idade escolar precisa se dividir em várias para dar conta das tarefas da vida pessoal. 

Certamente Julia é exposta a uma oscilação emocional muito grande durante seu dia. Muitas vezes as coisas não saem com planejadas no trabalho, atrasos, problemas técnicos, e tantas outras eventualidades. 

Ainda tem outras preocupações como buscar as crianças na escola, organizar a casa, estar atenta ao desenvolvimento escolar dos filhos, e assim por diante. Tudo acontecendo junto a um mix de sensações, frustrações, felicidade, medo, receio, tensão. Às vezes acontecendo tudo junto e misturado. 

Conhecer-se bem pode ajudar seja a Julia, o Júlio, eu ou você a identificar nossos sentimentos frente a cada atividade de nosso dia. E essa simples ação tende a facilitar no reconhecimento das nossas emoções negativas – que não tratadas tendem a problemas de ansiedade e depressão.  

E acionar ferramentas internas que nos ajudarão a desenvolver a capacidade de gerar emoções positivas e automotivação e manter-nos tranquilos para enfrentarmos os problemas do dia a dia de uma forma que não fiquemos exaustos no final do dia, mortos no final da semana, extremamente estressados na primeira quinzena do mês e com uma sensação de vazio no final do mês.

Identificando as emoções mundo a fora. 

Saber identificar as emoções é tão valioso que em alguns lugares do mundo faz parte da grade escolar, como acontece em Lisboa. Veja esse exemplo, do site psicologia, escrito por Clara Viana:

“Valentim, 7 anos, diz que está ali “para aprender a ficar mais alegre”. A alegria foi um dos sentimentos que estavam a trabalhar na aula a partir de um pequeno vídeo de animação. Da alegria foram até ao orgulho. “Sinto orgulho quando sinto que vou conseguir”, define Valentim, que dirá depois ao público que a “atitude” de que “gosta mais” é a paciência. “Às vezes fico impaciente porque o meu mano mais novo está sempre a interromper-me e não quero ficar assim.”

Já em Madri, a educação emocional entrou na grade curricular da formação de professores, como foi abordado pelo site “Pensar Contemporâneo”.

“Rafael Guerrero, é um dos poucos professores da Universidade Complutense de Madrid a ensinar seus alunos de Magistério, que serão futuros professores, as técnicas da educação emocional.”

“Muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em regular as emoções e isso não é ensinado na escola”, explica Guerrero.

“Meus alunos me dizem que ninguém lhes ensinou como se regular emocionalmente e que desde jovens, quando tinham que enfrentar um problema, se trancavam em uma sala para chorar, essa era a maneira deles de se acalmar”, diz o professor.

E aí, como anda sua saúde emocional? Quanto tempo você tem dedicado a se olhar? 

O autoconhecimento é um ganho pessoal libertador. Quando você começa a se decifrar seja por meio de práticas terapêuticas diversas ou psicotepêuticas um novo mundo se abre. 

Dúvida?

Faça o teste, busque um processo de psicoterapia. Ah, mas eu não tenho dinheiro, é caro. Veja a possibilidade de fazer via reembolso de convênio.

Mas eu não sei nem como começar. Procurar um psicoterapeuta pode ser mais fácil do que você imagina. Já demos essa dica no artigo “como sei que escolhi o psicólogo certo?” 

Agora é com você!

Não espere mais para se (re)conectar com você e explorar todas as suas possibilidades. Permita-se experimentar o novo. 

compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email